cabe ao homem pagar por uma passagem
e cruzar estradas com figuras verdes de memórias
cabe ao homem o silêncio
entre as senhoras conversando sobre novelas
cabe ao homem
o olhar
e o abraço
todas as praças
e todos os gestos
e novamente os silêncios
cabe ao homem desfazer todos os nós
que uma vez se deram
e cabe ao homem
vez ou outra
infelizmente
aceitar o peso do signo
(controlando os outros)
grafando em tinta negra
humilde e inocentemente
Amor.
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